Rodrigo Pires Cardozo tatuava desde 1999. Artista plástico, produtor cultural, dono de estúdio — e pai solo de Alice, sua filha de 9 anos. Com a separação, passou a cuidar dela sozinho, e a rotina ficou pesada: casa, filha, pets, orçamentos, desenhos e sessões de tatuagem disputando as mesmas 24 horas.
Foi nessa pressão que ele enxergou a saída. Queria liberdade geográfica, mais tempo de qualidade com a filha e uma renda que não dependesse de ele estar fisicamente presente. A decisão foi entrar de cabeça na gestão de tráfego.
Por quase dois anos, estudou como dava — nas madrugadas, depois que Alice dormia. Acompanhou as lives do Pedro Sobral, buscou formação e, no fim de 2024, entrou para a Comunidade Subido de Tráfego. A virada exigiu um preço real: ele reduziu a agenda como tatuador, abriu mão de uma renda estável e, por fim, fechou o estúdio.
A aposta deu resultado. Em sequência ao fechamento do espaço físico — e quase no mesmo dia em que entregou as chaves do imóvel —, Rodrigo assinou seu primeiro contrato como gestor de tráfego: R$13.000 por seis meses com uma clínica.
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